Secretaria do Trabalho visa expandir política da Economia Solidária para os povos indígenas

Oportunidade de trabalho e renda para os Povos Indígenas foi o centro das discussões do 1º Encontro de Economia Solidária para o segmento

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22/10/2024

Com o objetivo de criar um espaço de diálogo e construção coletiva entre os povos indígenas e as instâncias da Economia Solidária, promovendo escuta ativa e elaboração de propostas que atendam às necessidades dos povos indígena, foi realizado, entre os dias 17 e 19 de outubro, em Amarante do Maranhão, o 1º Encontro de Economia Solidária dos Povos Indígenas. O evento contou com 150 participantes dos povos Gavião, Guajajara e Krikati com representações de Amarante, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Arame, Grajaú e Sítio Novo. Dentre eles, dezenas de lideranças indígenas que pontuaram a importância e o pioneirismo do evento, que levou para o Território um secretário de Estado de Trabalho e Economia Solidária.  

 

O secretário Luiz Henrique Lula destacou que a realização do evento com a sua presença é um momento de aprendizado, porque a Economia Solidária, seus princípios e modo de produzir são uma das heranças dos Povos Indígenas. Mas, também uma ação afirmativa, pois combater a pobreza e promover direitos dos povos é uma forma de reparação histórica do Estado Brasileiro, que tanto deve aos povos tradicionais por toda a violência cometida durante os anos.

 

O Evento foi uma realização da Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres), em parceria com o Instituto Tukan, no Centro de Saberes Tukàn e garantiu a participação diversificada e a representação de diferentes aldeias. A organização da Rede de Economia Solidária indígena visa a consolidação das produções e das associações, visando sua autonomia.

 

Durante o evento, os representantes da Setres, a saber, o secretário Luiz Henrique Lula, a secretária Adjunta, Rose Frazão, e a coordenadora do Sine Imperatriz, Conceição Freitas, apresentaram as ações do Sine e trabalharam o conceito de Economia Solidária para que os indígenas pudessem identificar quais de suas produções se encaixam neste modo de produzir. Por fim, com o apoio da secretária Municipal de Economia Solidária de Grajaú, Simone Almeida, expuseram as ações que estão sendo pensadas para a região.

 

Dentre elas, a criação do Centro de Referência da Economia Solidária (Cresol) Indígena que deve contribuir para o desenvolvimento destas atividades com estrutura para qualificação e comercialização, pautas que foram defendidas pelos indígenas, aliadas a diversos tipos de violência, como desafios para a Economia Solidária local. O Cresol será instalado no Município de Grajaú e está em fase de planejamento estrutural.

 

O evento ocorreu no Centro de Saberes, localizado na T.I. Arariboia, onde a equipe foi recebida pela diretora do Instituto, Fabiana Guajajara, o presidente, Silvio Guajajara (também secretário Municipal de Povos Indigenas, e o professor, Lazaro Alves.

 

Estiveram presentes pela Sociedade Civil, representantes da União dos Agricultores Indígenas do Maranhão (UAIMA), Coordenação de Caciques e Lideranças do Território Arariboia, (COCALITIA),Cooperativa dos Agricultores Indígenas da Aldeia Juçaral, Associação Comunitária Nairuz Taw, Associação da Aldeia Ka'aete, Associação dos Guardiões Ka'a Iwar, Associação da Aldeia Nova Esperança, Cacique Zezé Santos Guajajara, Maria Santana da Silva, Iracyr Rodrigues Guajajara, Instituto MAKARAPY e Associação Jymcry (Gavião). Pelo Poder Público, representantes da Prefeitura Municipal de Amarante e Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

 

Por fim, encaminhou-se que sairiam 10 observadores da Conferência Estadual de Economia Solidária, que deve ocorrer no mês de dezembro com delegados de todas as regionais do Estado. Além disso, iniciou uma fase de identificação dos produtores e produtos indígenas que serão feitas de forma remota com auxílio das instituições presentes no evento.